Caixa de texto: MOVIMENTO OÁSIS

CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO

P. VIRGÍNIO ROTONDI EM ITÁLIA (22.05.2012)

Villa Sorriso, o Centro Internacional do Movimento Oásis, em Itália, amanheceu com chuva no dia 22 de maio de 2012, para a celebração do Centenário do Nascimento do P. Virgínio Rotondi, fundador do Movimento Oásis e do Instituto secular Ancilla Domini. A casa, porém, depressa se encheu para a festa de aniversário. Estavam também presentes representações do Brasil, do Canadá, de Espanha, do Paquistão e de Portugal, que ao longo dos dias anteriores foram chegando a Villa Sorriso.

A sessão comemorativa foi aberta com uma palavra de saudação de Virgínia Minelli, secretária internacional do Movimento Oásis. Referiu que o centenário não quer ser apenas um exercício de memória, mas sobretudo um incentivo a viver o futuro num renovado compromisso de vida cristã, conhecendo os vastos ambientes em o P. Rotondi deixou a sua marca. Sublinhou o caminho novo de santidade que o P. Rotondi propôs, acrescentando que a espiritualidade do serviço por amor pode unir-se a tantas outras que fizeram escola na Igreja. Ainda evocou a celebração do centenário do P. Rotondi já ocorrida em Portugal em 25 de abril, para exprimir a vitalidade do Movimento Oásis aí evidenciada e, aproveitando a sua presença na sessão, mostrar apreço pelo testemunho então proferido pelo diácono Sérgio Leal, que referira querer viver o seu sacerdócio ministerial a abraçar brevemente, segundo o modelo sacerdotal do P. Rotondi.

Seguiu-se um conjunto de testemunhos de pessoas que conheceram e foram tocadas pelo ministério do P. Rotondi. Pasquale Buonanno, coronel do exército, mencionou que os encontros que teve com ele o ajudaram a interpretar o mundo que o circunda, no desenvolvimento da capacidade de escuta, na compreensão de uma santidade para todos, na necessidade de responder a todo o chamamento, na vivência do serviço por amor e na necessidade de crescer para fazer bem o bem. Depois de evocar, com algum detalhe, a sua participação na Páscoa Jovem de 1988, em Villa Sorriso, e as palavras criativas e entusiasmantes do P. Rotondi, ainda testemunhou o seu sentido de obediência ao Papa.

Fez então uso da palavra Giavanna Pezzera, no passado jovem do Oásis e hoje mãe e jornalista. No seu contacto com o P. Rotondi, foi tocada pelo grande sentido de honestidade que é próprio de quem quer viver serenamente e de bem consigo mesmo, pelo exemplo como forma de educação e pela confiança que ele dava aos jovens. A seu ver, o P. Virgínio Rotondi orientou para o bem numerosos jovens, procurando que conhecessem e superassem os próprios limites.

Foi então tempo de ouvir o P. Mário Vannini, sacerdote que colaborou diretamente com o P. Rotondi. Destacou nele a solidão interior que lhe permitia contemplar o amor divino no meio das inumeráveis atividades. Depois de evocar algumas etapas do itinerário vocacional do P. Rotondi, citou um texto alusivo ao plano de Deus para cada homem e à importância da sua descoberta. Apresentou o P. Rotondi como arauto de um ideal que faz dos homens construtores de um mundo melhor.

Vittorio Sortini evocou o P. Rotondi como «o amigo, o pai espiritual, o confidente» e referiu o quanto insistia que «para servir é preciso valer humanamente».

Elisabete Santos, do Instituto Secular Ancilla Domini, recordou o tempo em que conheceu o P. Rotondi, em Belo Horizonte e Minas Gerais, no Brasil, evidenciando que o entusiasmo com que falava a fez aderir a essa proposta de vida. Disse ter-lhe ensinado a viver a dimensão da partilha na caridade.

A solene concelebração eucarística foi presidida por D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício para a Cultura. Agradecendo o dom da vida intensa do P. Rotondi, fez ressoar o apelo paulino a uma caridade que cresça cada vez mais em conhecimento e pleno discernimento, em contraponto com os equívocos do crescimento económico contemporâneo, e apresentou Jesus como a fonte primária de uma unidade, que não se reduz a uma colaboração harmoniosa, mas se concretiza numa união que oferece a vida. Testemunhou depois que o «Padre Rotondi foi testemunha expressiva, na segunda metade do século XX, desta inspiração cristã da sociedade, da política, da cultura – e porque não dizê-lo – da Igreja… Não fez vista grossa aos problemas, nem foi indiferente ou calculista, tomou a palavra, “CosÌ semplicemente” e criou dinamismo, movimento, promoveu novas iniciativas». Concluiu referindo que «hoje, cem anos após o seu nascimento, estamos convencidos de que ergue as mãos ao céu, como intercessor veemente, como combatente expedido por uma Igreja renovada, capaz de responder um “Sim” firme ao crescimento espiritual, um “Sim” luminoso ao futuro da humanidade, um “Sim” claro à santidade».

A alegria dos presentes continuou a ressoar durante o almoço e nas conversas informais que foram preenchendo a tarde.

EXPOSIÇÃO FOTOBIOGRÁFICA DO P. ROTONDI

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