Tornar visível a esperança.

A nossa esperança deve ser bem fundada e tornada visível: «conhecida de todos os homens» (cf. Fl 4, 5) que nos encontram, em todo o lado.

No início, ficarão surpreendidos; então, perguntar-nos-ão de onde vem tanta serenidade, paz, alegria, confiança e coragem para viver. Deveis – exorta S. Pedro – “estar sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos peça a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3,15): do nosso – na opinião deles – comportamento estranho. Fá-lo-emos – é sempre S. Pedro que nos exorta – “com doçura e respeito, com a recta consciência”; mas fá-lo-emos, devemos fazê-lo. E isto será evangelização: grande e feliz notícia que os homens esperam inconscientemente. (Cartas Simples, vol. 2, Maio de 1984).

Uma vez assegurada a opção fundamental por Deus, a confiança – que é ao mesmo tempo Fé e Esperança teologal – pode e deve ser algo que sustente a alma e que permeia toda a nossa existência humano-divina. (Cartas Simples, vol. 10, Junho de 1982).

Se tivesse de dizer qual a palavra que falta aos jornais, à rádio, à televisão e a uma multidão incalculável de fiéis de toda a espécie, sublinharia: a esperança. A mensagem bíblica do Antigo Testamento, tornada mais precisa no Novo, especialmente no Evangelho e em São Paulo, não diminui – ou pelo menos não deveria diminuir! – o compromisso temporal do cristão. De facto, só a visão cristã da realidade pode dar corpo e substância à verdadeira esperança do homem. Hoje, estamos humanamente desesperados. Mas, é precisamente por isso que esperamos desesperadamente: contra toda a esperança, confiamos em Deus (cf. Rm 4,18). Resistimos desesperadamente no tempo da paixão; mas, insistimos desesperadamente na acção, na luta. Só aqueles que são alimentados pela esperança teologal podem “lutar desesperadamente” com perseverança. De facto, S. Paulo diz: “o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5, 5)

(Cartas Simples, vol. 9).

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Apaixonar-se por Jesus.