S. José, um Homem com Coração de Pai.

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“Com coração de pai: assim José amou Jesus”.  É assim que o Papa Francisco inicia a Carta Apostólica “PATRIS CORDE” por ocasião do 150º aniversário da declaração de S. José como Padroeiro Universal da Igreja, feita pelo Papa Beato Pio IX, em 8 de dezembro de 1870.

Para além de recordar esta efeméride, lembra que S. José, como nenhum outro santo, ocupa tanto espaço no magistério da Igreja. Podemos encontrar a importância do papel de S. José, ao lermos a narração da anunciação que S. Mateus nos faz. Diz que José “era justo” (Mt 1,19); certamente à visão dos homens, mas sobretudo “justo” ao olhar de Deus Pai. No meu entender “ser justo” aos olhos de Deus é saber-se “ajustar” à sua vontade e à missão que lhe é confiada. Foi isso que S. José fez desde o início.

O Papa Francisco recorda-nos três características, que são pilares fundamentais na vida de S. José. Vejamos:

a)       “Um humilde carpinteiro... pronto a cumprir a vontade de Deus, com coragem de assumir a paternidade legal de Jesus.”

b)      “Colocou-se inteiramente ao serviço do plano salvífico, por ter feito da sua vida um serviço ao mistério da encarnação e à conjunta missão redentora.”

c)       “A sua vocação humana do amor doméstico na oblação sobre-humana de sí mesmo, do seu coração e de todas as capacidades no amor colocado ao serviço do Messias, nascido na sua casa.”

Estes três pilares – a humildade, serviço e vocação – são também as bases fundamentais da espiritualidade oasista. Com São José podemos aprender, com as suas virtudes, a trilhar o caminho da perfeição, da santidade. A vida de S. José, no pouco que dela conhecemos, é suficientemente rica para compreendermos o testemunho que nos dá no cumprimento da vontade de Deus, ao que Ele diz , dá e pede, num serviço por amor. É a resposta, com disponibilidade e prontidão, à vocação de Deus – um SIM total a Cristo, centro da vocação cristã.

Para terminar, este breve apontamento, constato que este “Homem com coração de Pai” é aquele que passa despercebido, de presença discreta e escondida, um amparo e um guia, mas que apesar de estar em segundo plano na história da salvação tem um protagonismo sem paralelo. É apresentado pelo Papa Francisco com 7 interjeições (talvez pensando no significado bíblico do número 7, que representa a perfeição) para definir a sua perfeição, na liberdade e no compromisso, deste Pai...

1)      ...amado

2)      ...na ternura

3)      ...na obediência

4)      ...no acolhimento

5)      ...na coragem criativa

6)      ...trabalhador

7)      ...na sombra

O Papa Francisco termina a sua carta com uma oração, de que destaco esta intercessão:

“Bem –Aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida”. Asim seja.

Em 19-03-2021, dia de S. José.

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