O “FAÇA-SE EM MIM” deve transformar-se em “A MINHA ALMA GLORIFICA O SENHOR!”
Tu, ó Senhor, não podias, de verdade,
fazer mais na e para a minha vida humana,
cristã, religiosa e sacerdotal.
Sempre que pude abandonar o ‘delito’
e a ‘desobediência’, superabundou a Tua graça.
Sempre o ‘Faça-se em mim’
– que tanto prego e me esforço por dizer –
transforma-se, necessariamente, em ‘A minha alma glorifica ao Senhor’.
O problema está em que a tantos dons de amor
não corresponde uma séria vontade de retribuir com amor.
Desejo-o, ó Jesus; estaria a mentir se o negasse.
Mas, os ‘factos de amor’ - profundo, sincero, incondicional – são muito raros.
“Que mais deveria eu fazer pela minha vinha, que não tenha feito?” (Is. 5, 4)
Podia, o Senhor, fazer mais por cada um de nós e pelo grupo que nós formamos?
Muitas vezes, somos tentados a dizer que sim; que Ele podia fazer mais. Mas, trata-se de uma grave tentação.
Pelo que me diz respeito, confio que uma semelhante tentação não me toca: são muitos, de facto, os benefícios de que – desde o seio de minha mãe – me cumulou. Até ontem. (…) Todas as noites, poderia fazer este breve exame de consciência: “Hoje, Senhor, para retribuir o Teu amor, que mais poderia ter feito e não fiz?”
(Padre Rotondi, Cartas Simples, 10)