O nosso compromisso de amor.
Não podemos imaginar o que provocou, na alma de muitos, a pregação dos Apóstolos que andavam pelo mundo a dizer: “…Por isso, os homens reconhecerão que sois discípulos de Cristo, se vos amardes uns aos outros, como Ele nos amou; Ele amou-nos até dar a vida por nós, na Cruz…” Quem nos ama até ao fim, ama infinitamente, como o Pai O amou.
Devemos, portanto, amar-nos infinitamente. Isto é, sem pôr limites ao nosso amor: nem de tempo, nem de lugar, nem de circunstâncias, nem de quantidade, nem de pessoas…
Devemos amar os nossos inimigos; devemos fazer o bem àqueles que nos odeiam; devemos rezar pelos que nos perseguem. (…)
São João escreveu: “… Deus é amor e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele…”. (…)
Esta pregação enfrentou o mundo do egoísmo, do ódio, da luta, da guerra. Provocou uma deflagração benéfica e, também, uma reacção violenta. As perseguições e o aumento do número dos cristãos acabaram por tornar-se interdependentes: ‘Sangue de mártires é semente de cristãos’: e isso foi verdade.
Podemos perguntar-nos: que revolução estamos a fazer, no mundo de hoje? Isto equivale a dizer: que testemunho de amor estamos a dar? Quantos “factos” de amor correspondem às nossas palavras de amor? Porque são precisos “factos” e não apenas “gestos”? Factos, talvez silenciosos, mas orgânicos. (…)
O mundo tem necessidade de ser invadido de amor profundo e não de ódio.
(cf. Cosi, semplicemente – II. L’uomo, pag. 241-242)