
«Braços abertos» de Alberto Vieira.
O “Abraço de Cristo” é o elemento unificador desta exposição. Algo nestes braços, amplamente abertos e quase desproporcionais, me inquieta. Este gesto de abraçar tem vindo a ser recorrente nas abordagens do Alberto quando nos fala de Cristo e o representa em barro, esse material que nos liga à terra e que ele tanto o dignifica.

Um LIVRO - várias leituras
Aceitar escrever acerca de um livro tem sido um verdadeiro quebra cabeças, porquanto os livros têm sido, ao longo de toda a minha vida, uma espécie de vício, e o exercício da escolha é, deveras, difícil!

Paixão segundo S. Mateus | J. S. Bach.
Quando me foi solicitada a elaboração de um texto sobre uma obra musical para a rubrica “Em diálogo com a arte e a cultura”, tinha acabado de lecionar, na disciplina de História da Cultura e das Artes, a matéria referente ao compositor barroco Johann Sebastian Bach (Eisenach, 1685 – Leipzig, 1750). Tendo em conta o período quaresmal que vivemos bem como a realidade pandémica que (ainda) enfrentamos, a obra Paixão segundo S. Mateus, de J. S. Bach, surgiu como a primeira opção para este texto.

Maria, Mãe da ternura.
Contemplar este ícone ajuda-nos a plasmar a mente da ternura e carinho que as figuras comunicam. A proximidade de Deus à nossa vida evoca-se nos mensageiros (anjos) e nas mensagens que recebemos e nos dão consolação interior.

Joker.
“A minha mãe diz-me sempre para sorrir e pôr uma cara feliz” diz Arthur Fleck, um doente mental, no trailer do filme Joker, de 2019, realizado por Todd Phillips. É o primeiro filme em cinema centrado na personagem de Joker, o vilão que aparece pela primeira vez na banda desenhada Batman, da editora DC Comics, em 1940.

Milagre na cela 7, ou melhor, Milagre do amor!
A história principal desenrola-se na prisão. Durante este enredo, é difícil ficar indiferente à simplicidade e pureza do coração de Memo.

A arte cristã na construção da unidade.
Quando a 8 de janeiro me chegou o pedido de um texto para esta rubrica Em diálogo com a arte e a cultura, acabava de folhear o opúsculo deste ano para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que anualmente se celebra de 18 a 25 de janeiro. De facto, no primeiro mês de cada ano ascendem-se aspirações ecuménicas, a irradiar tanto quanto possível no curso do ano. A relação entre arte e unidade veio-me então como mote para o texto pretendido, a disponibilizar no quadro da referida Semana, mesmo contornando eu o que diretamente se me pedia, o comentário a uma obra de arte.

Sagrada Família.
Esta Sagrada família insere-se numa série de pinturas romanas dedicadas ao mesmo tema. Segue uma tipologia compositiva muito semelhante, ora com Ana, ora com Isabel ou José. Preferi esta com José, pois estamos no ano a ele dedicado. Deve ter havido um desenho base, no qual Rafael era exímio, e que serviu de esquema figurativo para o artista e colaboradores atenderem a uma clientela desejosa desta representação.

Um olhar fotográfico sobre a pandemia
Num ano em que a pandemia ocupou o palco central em todo o mundo, gostaria de partilhar uma das imagens que fazem parte do Top 25 de fotos de notícias, em 2020 - uma seleção da revista The Atlantic. A fotografia é do foto-jornalista Brynn Anderson e capta Yasmine Protho, uma finalista do secundário de uma escola na Geórgia, que usa o seu retrato na máscara.

Cristo à mesa entre os pobres
A enorme tela do pintor Paolo Caliari Veronese (ca1528-1588) que cobria a parede de um antigo refeitório, mostra uma cena da vida de São Gregório Magno, papa entre 590 e 604. A Ceia recorta-se em fundo arquitetónico aberto para a cidade, plena de problemas, a que o papa, com enorme sentido prático, tenta responder. Será o único papa medieval a merecer o titulo de Magno